27 de julho de 2014

Versos Independentes de quatro caminhos sem volta

I
O asfalto corre constante
mas desejo mesmo
é que nele fiquem meus pedaços
quando o ônibus que estou
sofra enfim um acidente.

II
O abissal me hipnotiza
me puxa para si,
resisto por enquanto,
mas a vertigem é enlouquecedora.
Um dia não resistirei
e o prazer apenas da vertigem
não sera mais suficiente.
Um dia provarei da queda.

III
Naqueles pequenos frascos
escondem a morte
aquelas capsulas coloridas
ainda vão matar minha curiosidade
de como é ver a vida se esvaindo.

IV
Nada mais no momento
seria mais prazeroso
que me jogar no pequeno abismo
da fenda do meu peito.


19 de julho de 2014


Não olhe para trás
Não olhe para mim
Agora estou no passado
Passe bem sem mim

14 de julho de 2014

Meus escritos,
Ultimamente contidos,
Estão debilmente diminuídos
Pois salário de poeta é amar
E hoje, confesso
Ganhei na loteria.

4 de julho de 2014

Eu sei.
Apesar de tudo,
eu sei.
Mas sabendo
é que eu não pude
deixar de lamentar.