7 de junho de 2014


Há uma chama
Que alimenta a demência
Em querer alastrar
Esse fogo incoerente

Até que vire fogueira
E feneça minhas vísceras
Se alastre e queime
Meu coração

E quando a pó reduzido
Prefiro que sopres as cinzas
Ou deixe-me suicidar
Num cinzeiro sujo
E misturar meu amor
À outras drogas.
Que tristeza,
Acordo mais uma vez viva
Amanheço mais uma vez
Convicta.
De que a vida
não é feita para mim.