10 de maio de 2014

Sopra-me






Há uma chama
Que se ascende
Que aquece
Que flameja
Quando chegas

E reflete esse ardor
No rubor da face
Que alimenta a demência
Em querer alastrar
Esse fogo incoerente

Até que vire fogueira
E feneça minhas vísceras
Se alastre e queime
Meu coração

E quando a pó reduzido
Prefiro que sopres as cinzas
Ou deixe-me suicidar
Num cinzeiro sujo
E misturar meu amor
À outras drogas.