28 de abril de 2014

Redigi
Um ode para o mar
Um eterno amar
Num breve infinito

Nunca preferi, mas digo
Que hoje odeio
Esse seu jeito azul
De olhar
Fumo poesia
Mas trago só a dor

26 de abril de 2014

Eu,
Tão singular
Me vi na sua pluralidade
Que me restava ímpar
E imparcial,
dos outros tantos pares.
Eu,
Tão ímpar,
Aspirante a par
Mas sem outro ímpar
Pra completar

22 de abril de 2014

Poetas não foram feitos para casar

Canalhas demais
ou
calados demais
Amam demais
ou
não amam coisa alguma.

12 de abril de 2014

Comprimidos
Comprimem
tantas dores
Mas deprimem
todo o resto
E a tristeza mais uma vez
Dá-me um tapa na cara
Deixa-me um rastro vermelho na bochecha
E cresce, cada hora
A vontade de encher a cara
Me embebedar até que eu ganhe
Uns tapas de alguém
Que não passaria a noite chorando
Hoje,
Mais um sábado
Mais uma festa
Menos um dia, menos um sábado
Contigo.
Hoje,
Ainda não sei
Se é um dia a mais
Ou um dia a menos

11 de abril de 2014

Tag: Versatile Blogger

Gostaria de postar mais uma tag que me indicaram, e dessa vez foram por duas pessoas meio que simultaneamente. Pra dizer a verdade eu não entendo nada de tags, do porque das regras (as quais eu não sigo), quem começou isso ou sua finalidade, além da divulgação de alguns blogs com a mesma temática creio eu. Mesmo sabendo tão pouco gosto de fazê-las e se me permitem uma mudança eu gostaria de burlar um pouco mais essas regras.

  É verdade que eu estou de férias há cinco meses e ainda estarei mais um mês inteiro, mas isso nunca foi um compromisso de postagem diária no blog - compromisso foi na verdade aquele projeto dos 101 que eventualmente o cumpro - o fato é que meus posts e ideias não são explosões cósmicas e muito menos estão em constante expansão, portanto não é fácil ser frequente em assuntos que envolvam meu lado emocional sobretudo quando não há nada ou quando há tanta coisa.
  Estou aos poucos enfrentando meu 'medo da escrita' sei que meus contos não são tão bons, sem falar das crônicas e faz tanto tempo que eu não escrevo algo assim que me sinto muito enferrujada. Não sei se ou quando voltarei a escrever assim, mas se acontecer prometo postar o primeiro texto que eu fizer.



Para participar é preciso cumprir algumas regras:
Agradecer a pessoa que me indicou colando o link do blog nessa postagem:  
Obrigada a http://taliesinperdido.blogspot.com.br/http://minhaperfeitasolidao.blogspot.com.br/ pela indicação de mais essa tag.


Escolher 15 blogs com menos de 200 seguidores para responder à tag:  


Avisar a esses blogs sobre a indicação.
Escrever 7 coisas que eu goste.


1.Flores.
Não é nenhuma novidade que eu goste de flores, tenho tantos poemas falando disso que não dá para esquecer. Na verdade gosto de plantas em geral e por isso é bem difícil eu escolher minha preferida. Eu amo flores do campo tais como meu fundo do blog, mas para não ficar muito comum um girassol, uma margarida vou escolher a tulipa branca que é uma das mais bonitas flores invernais.



2. João Cabral de Melo Neto

Não tenho muito conhecimento de toda a obra dele, mas das que li me apaixonei logo; não só pela temática que me atrai muito mas pela composição, rimas não forçadas, versos leves com musicalidade e dá muita vontade de cantar, inclusive eu já comentei que Chico Buarque canta as primeiras estrofes em uma música chamada Funeral de um lavrador que é uma das minhas preferidas dele.

—  Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a cota menor
que tiraste em vida.
— É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
deste latifúndio.
— Não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
— É uma cova grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
— É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
— É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.

— Viverás, e para sempre,
na terra que aqui aforas:
e terás enfim tua roça.
— Aí ficarás para sempre,
livre do sol e da chuva,
criando tuas saúvas.
— Agora trabalharás
só para ti, não a meias,
como antes em terra alheia.
— Trabalharás uma terra
da qual, além de senhor,
serás homem de eito e trator.
— Trabalhando nessa terra,
tu sozinho tudo empreitas:
serás semente, adubo, colheita.
— Trabalharás numa terra
que também te abriga e te veste:
embora com o brim do Nordeste.
— Será de terra tua derradeira camisa:
te veste, como nunca em vida.
— Será de terra e tua melhor camisa:
te veste e ninguém cobiça.
— Terás de terra
completo agora o teu fato:
e pela primeira vez, sapato.
— Como és homem,
a terra te dará chapéu:
fosses mulher, xale ou véu.
— Tua roupa melhor
será de terra e não de fazenda:
não se rasga nem se remenda.
— Tua roupa melhor
e te ficará bem cingida:
como roupa feita à medida.

— Esse chão te é bem conhecido
(bebeu teu suor vendido).
— Esse chão te é bem conhecido
(bebeu o moço antigo).
— Esse chão te é bem conhecido
(bebeu tua força de marido).
— Desse chão és bem conhecido
(através de parentes e amigos).
— Desse chão és bem conhecido
(vive com tua mulher, teus filhos).
— Desse chão és bem conhecido
(te espera de recém-nascido).

— Não tens mais força contigo:
deixa-te semear ao comprido.
— Já não levas semente viva:
teu corpo é a própria maniva.
— Não levas rebolo de cana:
és o rebolo, e não de caiana.
— Não levas semente na mão:
és agora o próprio grão.
— Já não tens força na perna:
deixa-te semear na coveta.
— Já não tens força na mão:
deixa-te semear no leirão.

— Dentro da rede não vinha nada,
só tua espiga debulhada.
— Dentro da rede vinha tudo,
só tua espiga no sabugo.
— Dentro da rede coisa vasqueira,
só a maçaroca banguela.
— Dentro da rede coisa pouca,
tua vida que deu sem soca.

— Na mão direita um rosário,
milho negro e ressecado.
— Na mão direita somente
o rosário, seca semente.
— Na mão direita, de cinza,
o rosário, semente maninha.
— Na mão direita o rosário,
semente inerte e sem salto.

— Despido vieste no caixão,
despido também se enterra o grão.
— De tanto te despiu a privação
que escapou de teu peito a viração.
— Tanta coisa despiste em vida
que fugiu de teu peito a brisa.
— E agora, se abre o chão e te abriga,
lençol que não tiveste em vida.
— Se abre o chão e te fecha,
dando-te agora cama e coberta.
— Se abre o chão e te envolve,
como mulher com quem se dorme.



3. Desenhar

Olha só, o lindo do Vincent Price


4. Arte

Principalmente a arte destrutiva de Zdzisław Beksiński


5. Blog

1- http://umafestapromeucancer.blogspot.com.br/
2- http://delirandoeescrevendo.blogspot.com.br/
3-http://jornaldemeiatigela.blogspot.com.br/
4-http://carpinejar.blogspot.com.br

Faz pouco tempo que me interesso por blog mas tenho meus preferidos há algum tempo. Todos os citados acima escrevem tanto contos como crônicas, e também um amigo que está começando agora http://coexistirei.blogspot.com.br/ .Não vou fazer uma lista formal dos escritores de tumblr por causa da url que eles vivem mudando, mas aqui vão como eles assinam: Estopim, Enzo Fonseca, Elisa Bartlett  só desses que eu lembro agora. 
Além é claro da Thays, parceria desde o começo de tudo, a qual vocês devem estar cansados de ouvir aqui sobre ela mas está ai o link
http://taliesinperdido.blogspot.com.br/
Enfim, todos eles eu gosto demais de ler e são até exemplos a seguir.



6. Este conto


Este conto superou todas minhas expectativas, dizem que muitas pessoas passaram mal só de ouvi-lo, não cheguei a sentir tal coisa mas esse texto prende e surpreende muito e mesmo não sendo de caráter muito pesado e ter uma visão inocente do assunto, vale a pena ler. 

7. Essa música


Os mortos sabem mais que os vivos
Sabem o gosto que a morte tem
Pra rir tem todos os motivos
Os seus segredos vão contar a quem?

Dias vão, dias vêm, uns em vão, outros nem
Quem saberá a cura do meu coração se não eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu