27 de dezembro de 2013

Tag

A Lays (tudosobreomeutudo) que indicou. Obrigada!! A família da Thays é mesmo muito linda.
Essas tags são bem divertidas, então vamos as regras que eu geralmente eu não sigo:






5 melhores capas da estante:   
  Não leio livro nenhum pela capa, esses são os mais bonitos que tenho mas não chegam aos pés dos livros surrados e rasgados que para mim vale muito mais que minha estante toda. Sem mencionar que aqueles bem antigos de capa dura, geralmente vermelhos com letras douradas são lindos. Coloquei justamente 4 porque (não sigo muitas regras) estou esperando mais um livro do Poe chegar (de carroça) na livraria.



Arco-íris Literário:
 Burlando as regras mais um pouco: Amo o dicionário (não é literário, mas...) e o estudo quase todos os dias por isso não pode faltar neste arco-iris (quem sabe não encontremos Asgard no final). E também o manual de Redação que não vivo sem.



Esses livros nem de longe são meus preferidos, mas os melhores só encontro na biblioteca ou com colecionadores (ou seja, leio na web). Na verdade só compro os longos (pra dar tempo de ler com calma, e depois os vendo) e livros de poemas (pra consultar e morrer de paixão).

O fato é que livros querem ser lidos e sou totalmente contra 'aprisioná-los' em uma estante empoeirando. E também com 2 livros lidos posso trocar por mais um. Só uma vez que arrependi ao vender foi o meu 'The secret', e o livro dos sonhos que nem me lembro o nome; só depois descobri que livros de auto-ajuda não são vendidos (motivos de auto-ajuda, ora).

Perguntas

Como escolheu o nome do blog ?

 Do meu pseudônimo, gosto ser conhecida pelo mesmo nick. Meu tumblr, last, twitter, página, skoob e tudo mais que eu possua tem este nome.

Quanto tempo se dedica ao blog ?

 Nenhum, apenas digitalizo algo dos meus cadernos de rascunhos e posto. Ultimamente é que tenho feito algo a mais para o blog.

Já teve algum problema com comentários no blog ? Qual ?

 Porque eu teria? Podem falar mal, eu deixo.

Você se inspira em outro blog ? Qual ?

 Não só blogs, mas tumblr's que se mantem verdadeiros apesar da quantidade de poesias. Adoro ler blogs de livros e filmes. Um dos quais me inspiro (nos contos/crônicas que nunca posto aqui) é o carpinejar, sou muito fã dele (não pelo zero hora).

Quanto tempo está na blogosfera ?

 Neste, 1 ano mas criei vários e esqueci a senha.

Quantos blogs visita por dia ?

Uns 5.  (é segredo)

Quantos livros lê por mês ?

As vezes 6, ou 2 não fico contando, leio quando quero e tenho tempo para entender.

Livros curtos ou grandes?

Não sou muito fã de trilogias ou fantasia (livros longos), mas eu pegaria todos os livros curtos de um mesmo autor para ler sem problemas.

Já ficou sem inspiração para postar ? Como superou isso ?

 Não, é tudo rascunho então nunca me foi uma obrigação postar.

10 Pretende mudar algo no blog em 2013 (ou 2014) ?

Sim. Escrever (kkkk)

Blogs indicadosQualquer um que queira fazer (mas irei indicar os mesmos de sempre para o post ficar dentro dos conformes).


26 de dezembro de 2013

Monólogo Sepulcral

Nesta vida -frívola-
Covardia-me suicida
Faz-me deleitar em morte
Contudo, limita-na fratricida

Nesta cova -fria-
No pesar dos dias
Morte marcha sem cessar
Monólogo silencioso -sádico-
Sequer riso desesperado.

No girar dos ponteiros
-incansável-
É nossa hora de escrever
-por fim-
o testamento.

Odinista

23 de dezembro de 2013

Sei que há poesias mais bonitas que as minhas
amores mais trágicos que os meus
Mas esse maldito vício - de escrever -
estão a me encher a mente de vento
e minha vida de vacâncias intermináveis
um abismo, profundo, sem fundo
É meu vício mais doentio
Mas é também a parte mais bonita de mim.

21 de dezembro de 2013

Guardei tantas poesias
para quando você voltasse,
eis que os mares me trouxe
um eterno afogado.
Saem letras deste olhar alento
que formam palavras findas
No ornar meu cemitério de mágoas
Adubando meus amores no vento.

16 de dezembro de 2013

Que azar!
A tristeza me embebia,
Seus olhos me afogava
Preferia morrer no mar
Ao ar que me sufocava.

10 de dezembro de 2013

Defunto autor




I
Quando a vida abandonar-me os olhos
Quando o coração cessar a tremedeira
E os médicos puserem-se a fazer autópsia
A faca na casca, calada transcorrer por inteiro.
Desespero! Na pele crepita estrangulada e indolor
"Será que morreu de amor?"

II
Sairá então borboletas esvoaçando pelo ar
Que medrava incansável no estômago a vagar?
Escorrerá tinta, mil cores, dos meus pulsos de palor
Dos sonhos que infindos jardins pintaram-se os ais?
''Não!'' Entranhas são entranhas. Infames entranhas
As dos poetas são todas iguais!

III
Há sangue, há tripas. Há também muito vermelho.
Choro vermelho que escorre, apenas uma vez
Despejam-me as vísceras, sob olhares curiosos
''Morreu de que? Jovem suicida, talvez.''
Vísceras repugnantes, como as de um louco qualquer
O que faz-me poeta sequer?

IV
Abriram-me o peito mas não encontraram o principal
''A morte foi lenta e gradual'' concluíram com desilusão
Tinha costelas perfeitas, que cobriam a vaga do coração.
''Foi no fim da vida, oblata, esta criatura então?''
Corpo sem sumo, um fosso ambulante
''Melhor seria fanar-lhe a cabeça errante!''

V
''O que há na cabeça irrisória? sonhos banidos?''
Ao partirem-me o crânio, de branco o empalideceu
Ao constatarem miolos esquálidos e remoídos.
O fígado abstêmio, de amor não padeceu
''Joguem aos cães este herege maldito!''.

VI
Meu defunto prostrado na mesa, infante, insepulto
Pulsos intactos, ossos saudáveis e cabelos sem cãs, 
''Não encove-o! Não manche a terra pura e sã.' '
''Mete-o no fim do necrotério, algures inexistência secreta''
Declararam meu óbito então, como mal de poeta.

Odinista

Defunto autor: Referência a Machado de Assis em sua obra 'Memórias Póstumas de Brás Cubas'

5 de dezembro de 2013

Amarelo




Das flores
que dou
arranco sem dó
do campo
de afago
amargo
desgosto
sem doce.
O cheio de mato
que mato
ao arrancá-las.
Não deixe-as 
morrer,
embrigadas
pelo próprio
cheiro
ou por um beijo
de um beija-flor.
Poupe-as
do amarelo
da face morta
do jazer 
em meus vasos.
Apenas
sepultem-nas
nas folhas
dos meus livros
trágicos.

Odinista