21 de fevereiro de 2013

Violinos


Assim choram os violinos;
harmonizando seus prantos;
flores, rosas, canções caídas;
da sinfonia confundida;
com cada sorriso insano.

Assim os violinos rugem;
traduzindo as cordas da vida;
entrelinhas melodias que fogem.
Degradando teus chorados versos;
em cores perdidas.

Assim morrem os violinos;
seu som no funeral aturdido.
No palco suas dores repentinas;
por chorar em demasia;
...por chorar e ser aplaudido.

Odinista

12 de fevereiro de 2013

Pobre alma


Porque pobre alma, se assusta quando vê gente?
e sofre por escrever assim, tão demente?
Pobre alma, porque tu andas tão vazia e só?
Vagando parada sobre os restos e o pó.

O pó do qual teu corpo desfaleceu
e pobre da carcaça que há muitos sofreu.
Alma que sente os vermes lhe roerem
sob a cova as carnes adoecerem.

Excomungue o verme sujo que lhe suga
deixe escorrer a lágrima que não enxuga.
Pobre da consciência que não se perdeu
alma que lutas, porque não morreu?

Dance com a morte, dance nos túmulos
dos esqueletos sem sorte.
Ascenda uma vela e vá sempre na sombra
.
—Só existirá trevas onde há luz; 
mas é a luz que me assombra.—
.
Odinista

4 de fevereiro de 2013

Prosa rendada

Dos doentes por amor
restaram apenas amores doentes.

Tentativas de arrancar o punhal em vão;
não se desencrava do âmago 
o veneno fatal de amar.
E seu coração rendado de dores
irá sangrar eternamente, lentamente...
Mesmo que você estanque a ferida
a morte estará lá,
tragando o cigarro da culpa;
Semblante sarcástico.
Disfarçando a tristeza nos risos insanos;
escondendo a dor na ironia.
Aos poucos as prosas ficam inúteis;
a conversa de poeta, sem sentido
tanto barulho acerca
e dentro tão vazio, tão oco.
Aos poucos as poesias vão ficando velhas
e os corações, mais secos do que nunca
... secos de tanto chorar.

Odinista